O artista norte-americano Doug Aitken está nos levando em uma viagem visual através de seu processo criativo em uma série de vídeos exclusivos e contínuos, compartilhados durante os tempos imprevisíveis que o COVID-19 provocou. cada um dos curtas-metragens foi filmado em um local diferente e documenta o trabalho diverso do artista – desde uma instalação de arte nômade que viajou por Massachusetts por via aérea até uma instalação permanente de arquitetura e som situada na Floresta Amazônica.

A permanência visual de Doug forma reflexões íntimas sobre a cultura moderna e convida os espectadores a uma odisseia criativa na paisagem, na expressão artística e nas correntes sociais – de qualquer lugar do mundo em que vivam esse momento sem precedentes.

Na Parte I da série de filmes, Doug apresenta um encontro com o ‘Novo Horizonte’ – um balão de ar quente espelhado que se transforma em uma escultura de luz cinética na escuridão.

Ele continua na Parte II, explorando a justaposição do cenário físico com o nosso mundo tecnológico em constante mudança – capturando interpretações íntimas da instalação, ‘Não se esqueça de respirar’.

Escondido em um shopping abandonado da década de 1960 em Los Angeles, Califórnia, “Não se esqueça de respirar” investiga uma paisagem de transformação e a mudança do material para o imaterial.

A casca vazia da vitrine ecoa o maior apocalipse de lojas fechadas e a noção de que estamos entrando em uma era cada vez mais desmaterializada, em que a conexão humana é substituída pela vida digital.

Três figuras isoladas brilham na atmosfera assustadora da desolada loja, cristalizada em vidro translúcido e congelada como se o tempo tivesse parado. Suas mãos apertam um vazio onde estaria um telefone, aparentemente preso no meio de uma ligação. À medida que luz e cor são sincronizadas através dos corpos, elas criam uma contradição em constante mudança entre isolamento e conectividade.

A idéia de que uma obra de arte pode ser um sistema, uma arquitetura de idéias, um sistema de idéias – se você tiver muita, muita sorte, de vez em quando, os sistemas começam a se mover, e se movem autonomamente“, compartilha Doug.

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